Adaptação aos primeiros dias de escola

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Revista Pitágoras — O Novo Caminho para o Ensino

A revista do Astoria International School dedicada à inovação e às boas práticas educativas. Explore as edições que marcaram o percurso da nossa comunidade escolar.

A adaptação ao colégio é gradual e envolve toda a família. Apoie o seu filho com objetos transitivos, despedidas breves e sinceras, rotinas reorganizadas e reforço positivo. O processo varia de criança para criança, pelo que a tranquilidade dos pais é essencial.

 

Existem momentos de transição característicos das nossas vidas que podem ser vividos com alegria e tranquilidade, desde que sejam encarados com a mesma normalidade que as demais mudanças do nosso dia a dia.

O momento de entrada da criança na creche, no jardim de infância ou no 1.º Ciclo é um deles, consistindo, geralmente, na primeira experiência de separação do bebé ou da criança da família, sendo, portanto, um período repleto de emoções diversas e intensas para todos os envolvidos.

Neste sentido, toda a família deve preparar-se para esta fase de adaptação.

Após a escolha do colégio

É importante que os pais se sintam tranquilos e:

  • Acreditem na instituição;
  • Se envolvam, juntamente com todos os técnicos do estabelecimento de ensino, no processo de adaptação.

Processo de adaptação

fase de adaptação depende de diversos fatores, tais como as características individuais de cada bebé ou criança, da relação familiar, da (in)dependência que os pais promovem nos filhos e da forma como os próprios gerem as ansiedade e angústia provocadas pelo momento da separação.

Desta forma:

  • O processo de adaptação também envolve as figuras de referência da criança;
  • É importante que os pais transmitam segurança aos filhos, evitando a comunicação dos seus receios, angústias e preocupações;
  • As crianças mais pequenas manifestam os seus sentimentos através do corpo, uma vez que o seu nível de maturação não lhes permite ainda expressarem-se verbalmente de forma eficaz.

Assim, é essencial que os pais estejam atentos às formas mais comuns deste tipo de manifestação: além de chorar, as crianças podem também adoecer, dormir mais, recusar alimentos, entre outros, durante o período de adaptação.

Aconselha-se uma adaptação gradual, embora esta proposta deva ser totalmente flexível e ajustada às necessidades individuais da criança e da logística familiar:

1.º Dia

O bebé ou a criança permanece no colégio cerca de uma hora durante o período da manhã.

2.º Dia

O bebé ou a criança permanece na escola durante todo o período da manhã, até à hora de almoço (exclusive).

3.º Dia

O bebé ou a criança permanece na instituição toda a manhã e já poderá almoçar na mesma, indo embora depois de terminar a refeição.

4.º Dia

O bebé ou a criança já só irá embora depois de dormir a sesta (para as idades correspondentes a esta rotina) ou depois do lanche.

5.º Dia

No final da semana, o bebé ou a criança já permanecerá todo o dia no colégio, o que lhe permite ambientar-se à sua futura rotina.

Dicas a não esquecer

1. Dê um objeto transitivo ao seu filho para levar para a escola

É importante que a criança possa levar consigo para o colégio algum objeto ou brinquedo que seja significativo para si (um objeto transitivo, mais concretamente), como uma chucha ou uma fralda de pano, por exemplo.

Estes objetos funcionam como um apoio na conquista da autonomia, como substituto materno, permitindo ao bebé ou à criança organizar-se na ausência das suas figuras de referência.

2. Despeça-se com brevidade, mas sempre de forma sincera

A despedida deve ocorrer com sinceridade, evitando saídas às escondidas. Os pais devem ser firmes, sem prolongarem demasiado o momento, ainda que tenham de ouvir o choro dos filhos.

É fundamental compreender que o choro e as birras no momento da separação dos pais são frequentes, não significando necessariamente que a criança não queira ficar no colégio. Da mesma forma, a ausência de choro não é sinónimo de que a criança não sente a separação.

Por último, evite fazer comentários desagradáveis sobre a adaptação diante do seu filho.

3. Reorganize as rotinas familiares

É importante reorganizar as rotinas familiares em casa, para que a criança não se sinta apressada a ir para o colégio, retirando-lhe parte do seu prazer.

4. Fomente a criação de laços

Incentive a criança a pedir ajuda à sua educadora sempre que necessitar de algo, de modo a promover a criação de laços afetivos entre ambas.

Elogie e valorize adequadamente o que a criança fez ao longo do dia, em vez de dar destaque ao momento da separação.

  • Finalmente, quando regressarem a casa, dedique mais tempo ao seu filho e brinquem em conjunto.

A duração do período de adaptação é totalmente variável, dependendo das características e do ritmo individual de cada criança e das pessoas que a rodeiam.

“Uma adaptação harmoniosa no início da integração pedagógica poderá promover um percurso escolar com sucesso”.

Dra Rita Barata

O Serviço de Psicologia do Colégio Europeu Astoria encontra-se disponível para o envolver e acolher nesta integração.

1. Quanto tempo dura o período de adaptação ao colégio?

A duração é variável e depende das características individuais das crianças, do seu ritmo e das pessoas que as rodeiam. Não existe um prazo fixo; o importante é respeitar o tempo de cada uma.

Sim. O choro e as birras no momento da separação são frequentes e não significam que a criança não queira ficar no colégio. Da mesma forma, a ausência de choro não indica que a criança não sente a separação.

A despedida deve ser breve, firme e sincera. Evite saídas às escondidas ou prolongar demasiado o momento. Quaisquer comentários negativos sobre a adaptação na presença da criança devem também ser evitados.

Trata-se de um objeto significativo para a criança (como uma chucha ou uma fralda de pano) que funciona como apoio à autonomia e substituto das figuras de referência na sua ausência, permitindo que o bebé ou a criança se organize emocionalmente no novo ambiente.

Os pais devem confiar na instituição escolhida, envolver-se no processo de adaptação e gerir as suas próprias ansiedades sem as transmitirem à criança. Reorganizar as rotinas em casa e dedicar mais tempo de qualidade ao filho no regresso são medidas igualmente fundamentais.

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